Conheça 6 metodologias de estimativa de custos para engenharia

Conheça 6 metodologias de estimativa de custos para engenharia

Conheça 6 metodologias de estimativa de custos para engenharia

Conseguir executar uma obra dentro do prazo e custos previstos e com um excelente padrão de qualidade e desempenho é o desejo de qualquer engenheiro ou gerente de obras. Um dos caminhos mais seguros para alcançar esse verdadeiro sonho de consumo da construção civil é fazer uma boa estimativa de custos.

Isso porque é a estimativa de custos que dá o norte inicial para os estudos de planejamento e viabilidade, prevendo, em linhas gerais, os valores globais da obra e dando uma noção sobre o porte do empreendimento.

Ou seja, uma boa estimativa de custos alimenta as etapas de planejamento e elaboração do projeto, estando, portanto, intimamente relacionada com o sucesso (ou o fracasso) da etapa de execução.

Existem diversas metodologias que podem ser utilizadas para estimar os custos de uma obra. E esse é o tema do nosso artigo de hoje. Preparamos um resumo bem prático sobre as principais metodologias de estimativas de custo para orçamentação de uma obra, abordando aspectos gerais sobre o tema e exemplos práticos. Confira!

O que é uma estimativa de custos?

Uma estimativa de custos nada mais é que uma avaliação prévia (normalmente chamada de avaliação expedita) feita com o objetivo de trazer uma noção sobre a ordem de grandeza de uma determinada obra que se pretende executar.

Geralmente, utilizam-se dados de obras similares ou de índices, comparando-os com alguns parâmetros do projeto que se deseja estimar, a exemplo da área construída, extensão, capacidade, entre outros.

Quais são as principais metodologias de custos?

Agora que você refrescou na memória sobre o conceito de estimativa de custos, é chegada a hora de revisar as principais metodologias existentes para se fazer esse tipo de avaliação. Confira!

1. Metodologia das unidades do produto final

Para realizar a estimativa seguindo a metodologia das unidades do produto final, é preciso ter uma série histórica de dados sobre um determinado tipo de construção.

Por exemplo, uma construtora que sempre executa obras de hospitais acaba tendo uma noção sobre a faixa de preço para executar um leito de hospital. Ou seja, ele dispõe do valor médio para construir uma unidade de um determinado produto (leito de hospital).

Com base nessa faixa de preços, será possível fazer a estimativa de custos para quaisquer novos empreendimentos que venham a ter a mesma utilização. O mesmo se aplica a outros tipos de obras.

2. Metodologia do fator de capacidade

O método do fator de capacidade, assim como o das unidades do produto final, requer que a empresa ou profissional também tenha uma série de dados de obras já executadas. O cálculo é bem simples: basicamente, uma regra de três na qual é incorporado um fator de capacidade.

Primeiro, é preciso estabelecer a relação entre o custo (em R$/m²) da obra que você deseja estimar (valor que quer determinar) e o custo de uma obra já construída (valor da base de dados). Feito isso, estabelece-se a relação entre as capacidades da nova e a capacidade da já construída.

Mas atenção: a estimativa não é uma regra de três direta. É preciso elevar a relação das capacidades a um fator que deve ser determinado com base na série histórica de dados de construções passadas.

3. Modelo CUB

A sigla CUB significa Custo Unitário Básico da Construção Civil e corresponde ao custo da construção por metro quadrado, que é determinado observando-se o padrão da construção cujo custo se deseja estimar.

Por exemplo, imagine que você queira fazer a estimativa de custos de uma obra de um edifício residencial de apartamentos com 3 quartos, de 10 pavimentos, padrão normal, em São Paulo, cuja área construída seja de 400 m² por pavimento.

Para isso, basta calcular a área total construída da obra (400 m² x 10 = 4.000 m²) e multiplicá-la pelo CUB/m² de São Paulo para edificações com as características da sua obra (no caso, suponha um CUB de 1.340,00 R$/m²). Então, o custo médio para construir um edifício desse porte estaria estimado em R$ 5.360.000,00).

Na verdade, a estimativa de custos baseada no CUB compreende o método das dimensões físicas, já que utiliza-se uma das dimensões físicas da obra (área, no caso) para fazer a estimativa de custos.

O Custo Unitário PINI de Edificações (R$/m²) é outro exemplo de índice que pode ser utilizado na estimativa de custos pelo método das dimensões físicas.

4. Fator de proporcionalidade

O fator de proporcionalidade é utilizado basicamente para estimativa de custos de projetos industriais. Isso porque a estimativa é feita com base em um parâmetro denominado fator de Lang.

Esse fator de Lang varia de acordo com o tipo de planta industrial (se é uma indústria cujos processos envolvem o processamento de fluidos ou sólidos, por exemplo).

Conhecido o tipo de indústria, determina-se o fator de Lang adequado, multiplicando-o, a seguir, pelos custos de implantação dos equipamentos e máquinas. Com isso, será possível estimar o custo total da obra.

Existem ainda outros fatores de proporcionalidade, como o de Hand e o de Happel, também aplicáveis a projetos industriais.

5. Modelo paramétrico

O modelo paramétrico é um dos mais complicados métodos para estimativa de custos de uma obra e, por isso mesmo, o menos utilizado. Além do mais, sua aplicação também está restrita aos projetos industriais, assim como na metodologia do fator de proporcionalidade.

De modo geral, esse método consiste em determinar a função matemática que representa o comportamento de uma obra qualquer em relação a um parâmetro preestabelecido (capacidade ou temperatura, por exemplo).

Conhecida essa função, é possível aplicá-la em outra obra (no caso, a de que se deseja estimar o custo) observando-se o mesmo parâmetro definido na função e, assim, obter o custo estimado para a nova construção.

6. Estimativa por etapa de obra

Na verdade, a estimativa por etapa não é uma estimativa por si só, mas uma decomposição de uma estimativa inicial, demonstrando-se o percentual que cada etapa representa no custo total da obra.

Para dividir o custo inicial estimado por etapas, é preciso usar referências do percentual que cada serviço representa em uma obra, de acordo com a tipologia.

Por exemplo, em residências, os serviços de instalações hidráulicas representam uma média de 12% do total, enquanto que os serviços de revestimento alcançam 23%. Com base nessas (e em outras) referências, é possível subdividir a estimativa inicial dos custos de uma obra.

E aí, está craque em estimativa de custos? Então, continue refinando e ampliando seus conhecimentos: assine nossa newsletter e esteja sempre antenado nos melhores conteúdos da área de engenharia de custos, gestão de projetos e outros temas relacionados à sua área profissional!

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